Jeremy Jouve

.

Embaixador ativo da guitarra clássica em todo o mundo, Jérémy Jouve continua as suas tournées internacionais e suas gravações com um objetivo: sincronizar a guitarra clássica com a modernidade.

A sua formação musical efetua-se na École Normale de Musique, e mais tarde no Conservatório Superior de Paris (CNSMDP), onde estudou com grandes mestres, entre os quais Alberto Ponce e Roland Dyens, levou-o a um profundo amor e respeito pelos manuscritos, à interminável procura pela qualidade sonora e à compreensão minuciosa da arquitetura das peças que escolhe interpretar.

Mesmo com uma extraordinária trajetória – premiado no conservatório aos 13 anos, primeira tournée europeia aos 16 anos, único guitarrista a ser aceite no curso avançado de “aperfeiçoamento” do CNSMDP, e vencedor do Concurso Internacional de Guitarra do GFA no México aos 24 anos – a arte de Jérémy Jouve manteve um forte selo de sinceridade.

O prémio no GFA em 2003 abriu-lhe as portas para uma tournée norte-americana de cinco meses, bem como para a primeira gravação pelo selo Naxos, seguida por dois discos dedicados às exigentes obras para guitarra solo de Joaquín Rodrigo. Posteriormente, lançou pela Melbay o DVD de um concerto ao vivo (2009) e outro CD, desta vez em duo com flauta para a Reference Recording, sendo indicado ao Grammy Award em 2014.

Essas gravações ilustram o seu forte desejo de destacar o rico reportório da guitarra clássica. Ele tem empreendido, de facto, um intenso trabalho de pesquisa nos manuscritos a fim de encontrar a essência das peças e a alma dos compositores; tentando chamar a atenção simultaneamente para o seu instrumento e para as composições originais.

Este trabalho trouxe-lhe a gratidão de Cécilia Rodrigo, filha do famoso compositor, que escreveu: “Que formidável técnica, que poesia em suas interpretações! Eu sou extremamente grata pelo seu trabalho. Meu pai, Joaquín Rodrigo, ficaria muito orgulhoso de você”.

O mais recente álbum de Jérémy Jouve, “Cavalcade”, é fruto da colaboração inspiradora com o compositor Mathias Duplessy, e marca uma nova direção na sua carreira: um defensor do repertório existente que ele espera expandir e enriquecer, desta vez no domínio da música contemporânea. As peças apresentadas por Jérémy Jouve neste álbum desempenham um papel importante na criação de novo repertório, uma música sem fronteiras; misturando flamenco, música da Índia e toques ravelianos.

Esta música é a imagem da guitarra clássica que ele espera incorporar: livre.

Vasto como a noite e a luz, a profundidade e a elegância da performance de Jérémy Jouve leva.nos a um horizonte ilimitado, onde o classicismo e a modernidade se entrelaçam.

Jérémy Jouve é diretor artístico na iniciativa do Festival Internacional de Guitarra de Savoy, que colocará em foco a criação e terá por objetivo destacar os jovens talentos e o território de Savoy, em França, local de onde é oriundo.

Acaba de ser nomeado para o cargo de professor no Conservatório de Música de Genebra, onde trabalhará com estudantes de todo o mundo, no programa de graduação.

Jérémy Jouve utiliza cordas Savarez Premium Cantiga (baixos blue tension e agudas red tension Alliance)